segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Empacotando o assinante

Reportagem da Folha de S.Paulo neste domingo faz um levantamento detalhado de uma das questões mais polêmicas do mercado brasileiro de TV por assinatura: os pacotes de canais que são sugeridos aos clientes. Com o argumento de que o plano contratado originalmente “não existe mais”, operadoras estão obrigando os assinantes a partirem para pacotes mais caros. Como este é um dos setores de maior concentração na economia brasileira (82% estão nas mãos de Net e Sky, segundo a consultoria especializada Teleco), os clientes vêem-se sem alternativa e acabam aceitando. O problema está sendo analisado com carinho pelos serviços de defesa do consumidor, que no entanto não apresentam uma saída para o usuário. Diz o Procon-SP que só este ano o setor de TV paga já foi responsável por nada menos do que 449 reclamações, mas na prática essas queixas raramente têm alguma conseqüência.
A reportagem é focada nos problemas dos assinantes exatamente das duas maiores operadoras, sem mencionar as demais. Há até o caso de um e-mail que teria sido enviado “por engano” pela Net a seus assinantes, comunicando uma troca de pacote que resultou em 8% a mais na conta mensal (a operadora diz que já esclareceu o fato junto aos clientes, mas alguns deles disseram ao jornal que não foram procurados).
Embora Net e Sky tenham participação acionária do mesmo grupo econômico (a Globo), e esta seja também proprietária da maior programadora do País (a Globosat), a convivência entre as três empresas nem sempre é pacífica. Os contratos de venda de conteúdo em geral incluem cláusulas que exigem da operadora vender pacotes casados, incluindo canais que dificilmente alguém iria assinar se não fosse obrigado. Para poder oferecer programas de boa qualidade, as operadoras têm que aceitar outros de baixo (ou péssimo) nível. E o assinante, idem.
Um problema que só se resolveria se houvessem mais programadoras, mais operadoras e maior concorrência.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Mercado aposta em TVs como prévia da Copa

A reversão da crise econômica e a perspectiva da Copa do Mundo de 2010 estão animando os fabricantes de televisores. As marcas mais importantes estão reforçando suas posições no segmento, já antecipando as compras de Natal e as boas perspectivas da seleção brasileira na Copa do Mundo da África do Sul.
Como acontece no País a cada quatro anos, a Copa deve funcionar mais uma vez como grande mobilizador da venda de televisores. A possibilidade de transmissão do evento em alta definição é vista pelos fabricantes como fator adicional de incentivo ao consumidor. Além disso, a expansão dos serviços de TV paga, com maior oferta de conteúdos em HD, também estimula a troca de TVs (segundo a
Associação Brasileira de TV por Assinatura, somente no primeiro semestre deste ano o número de assinantes aumentou em cerca de 300 mil residências).
Nos últimos dois meses, os principais fabricantes de TVs colocaram nas lojas um total de 47 novos modelos, sendo a maioria LCDs com resolução Full-HD – sem contar os TVs
LCD com backlight de LED, já lançados anteriormente pela Samsung. Até o final do ano, estão previstos outros 10 lançamentos de várias marcas. Os novos TVs seguem as atuais tendências mundiais: gabinetes finos, menor consumo de energia e multiconectividade, com opção de acesso direto à internet (em alguns modelos) e comunicação sem fio (outros).
Um estudo feito pela Cisco e o IDC, realizado a cada seis meses, apontou que o número de conexões banda larga no Brasil cresceu 16% durante o primeiro semestre deste ano. A 12ª edição do Barômetro da Banda Larga também mostrou que o país possui 13,6 milhões de conexões. No período analisado (janeiro a junho), foram 1,13 milhão de novas conexões fixas e 680 mil móveis. Entre junho de 2008 e 2009 a banda larga cresceu 36,5%. O estudo é feito com provedores de acesso em todo o país. Junho de 2009 fechou com 2,6 milhões de conexões móveis e 10,9 fixas. Segundo a pesquisa, a velocidade aumentou um pouco. A banda larga mais "popular" é a de 512 kbps/0,99 Mbps (28%), os acessos entre 1 e 2 Mbps são 22% e as conexões acima de 2 Mbps 16%. Entre as regiões, São Paulo tem o maior número de acessos em alta velocidade com 11% de participação a cada 100 habitantes. A região Sul ficou com 7,49%, Centro-Oeste com 6,05%, Sudeste com 6,01%, Norte com 3,51% e Nordeste com 1,19%. Os números não consideram os acessos por celular.
Os preços dos serviços de banda larga se mantiveram estáveis durante o semestre. Algumas empresas aumentaram a banda oferecida dentro das mesmas ofertas de preço.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Francesa Vivendi quer comprar pelo menos 51% do capital da operadora GVT

Um dos maiores conglomerados de mídia e telecomunicações do mundo, o grupo francês Vivendi, celebrou nesta terça, dia 8, um acordo com os controladores da empresa de telecomunicações GVT brasileira visando uma oferta para a aquisição de 100% das ações da operadora. A operação será feita por meio de uma oferta pública amigável pelas ações da GVT .A Vivendi é controladora de empresas como a Universal Music, da operadora de telecomunicações SFR francesa (segunda maior operadora daquele país), da Canal + (maior operadora de TV paga francesa) e é acionista, nos EUA, do grupo NBC, com 20% de participação. A Vivendi é ainda controladora da principal operadora de telecomunicações do Marrocos, a Marroc Telecom.
Estratégia banda larga
O acordo celebrado com o Grupo Swarth e Global Village Telecom (Holland) BV, controladores da GVT, busca agregar à operadora, além da capitalização natural da venda, a experiência da Vivendi em conteúdo para projetos de IPTV e banda larga.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Cama de Gato nova novela da Globo


Estréia dia 5 de outubro a nova novela das 18h na Globo.

“Cama de Gato” apresenta a trajetóia de Gustavo Brandão, um
homem de origem humilde, que conquistou uma ascensão
econômica e social vertiginosa, e esqueceu as qualidades mais
nobres do ser humano.
Mas que, vítima da “loucura bem intencionada” do sócio e melhor
amigo, tal como o Jó bíblico, da noite para o dia, perde todos os
seus bens e deixa a vida de milionáio, para se tornar uma pessoa
comum, sem nenhum priviléio.
Esse “tombo” acabará transformando Gustavo, fazendo-o
redescobrir valores humanos fundamentais como a solidariedade, a
compaixão e o amor.